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Tentáculos Sônia Ravanini Pina
Sono, sonho, tentáculos na noite triste e profunda, a tristeza, e um frio mortal na alma, já por um fio, suspensa na imensa dor do meu doentio desvario, febre que consome meu sonho, vida que se afunda.
Noites , noites e mais noites entrego-me ao vazio. Ouço o canto do pássaro noturno e vem o arrepio que da noite escapa e me enlaça, me abraça, caça. Caio insone, entregue nessa maldita armadilha, fraca.
Rendo-me a essa trapaça, sinto o frio sopro da morte, penetrando as cicatrizes da minha exangüe e pobre vida, e eu, já nem tento mais estancar esse pálido e ralo sangue, que escorre e foge por entre minha velha mão esquálida...
23/08/2008
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