Eterno sono  (Poesias) escrito em segunda 11 agosto 2008 02:14

sono


Eterno sono
Sônia Ravanini Pina
 
 
 
Um eterno sono pesa em meu corpo agora, quero ir embora,
quero o paraíso das eternas águas que choram e rolam afora,
longe de um despertar doloroso, pesadelo, não quero e espero
o sono eterno que alivie essas dores que eu renego, não quero.
 
 
 
Dormir, sem mais esperar nada além de mim e pôr um fim.
Deitar-se sem mais levantar-se, em frias e mansas águas afundar,
quem sabe em um límpido rio que lave o que morreu em mim.
 Pesado sono que não debato mais, quero mesmo é naufragar.
 
 
 
Eu quero assim, eu adormeço, eu esqueço, eu desapareço.
Melhor assim, enfim retormo e retomo o nada que há em mim,
em um sono profundo, tão distante do mundo, eu quero assim,
estar distante de tudo, dar ao mundo enfim a distância de mim.
 
 
 
Abençoado sono, adormecer vagabundo, fuga sem preço
do pesado fardo pago por uma vida, ou, por outras vidas,
tão vazias quanto a minha, fujo do sujo, deito e adormeço
sobre as pedras de um rio, sem retôrno e sem recomeço...
 
 
 
28/08/2007
 
 
 
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Citar o nome do autor). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

Faça um comentário!

Para conhecer você melhor (Opcional) :

error

Importante: comentários racistas, insultas, etc. são proibidos nesse site.
Caso um usuário preste queixa, usaremos o seu endereço IP (38.103.63.62) para se identificar

Nenhum comentário
Eterno sono