Tudo e nada  (Poesias) escrito em quarta 06 agosto 2008 14:24

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Tudo e nada
Sônia Ravanini Pina
 
 
O céu, um véu de estrelas mutantes, brilhos delirantes,
ofuscando o meu olhar atormentado, apagado e perdido.
Só vejo as estrelas caindo em fossos escuros, indiferentes.
É minha vida se desfazendo em estrelas mortas e cadentes.
 
 
 
A lua, nua diante do céu, iluminada e desarmada lua,
refletindo em meu semblante a poderosa luz divina,
entrando na sua fase negra e enegrecendo-me, e eu,
à mingua, apagando-me sob essa luz que me redimia.
 
 
 
O sol, ardente, irradiando a vida perante a morte,
que destino reservava-me esse sol incandescente?
Abençoaria-me o Rei com todo tipo de sorte, ou,
cegaria meus olhos ante uma imagem remanescente?
 
 
 
O vento, lenvando em seu sopro o lamento meu,
esperança, lembrança, temperança que se foram,
levadas pelo vento ao relento sob o céu, a lua e o sol,
deixando ao léu um triste rosto nebuloso que morreu.
 
 
 
10/09/2007
 
 
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